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Política suicida das gráficas tem afastado os jovens do setor e eleva falta de mão-de obra

De Pernambuco para o mundo. Foi parar no encontro da UNI Sindicato Global, realizado no Brasil há poucos dias, a última campanha salarial dos gráficos, liderada pelo Sindgraf-PE, onde buscou mostrar e convencer os donos das gráficas de que o perfil atrasado do patronal destruirá as próprias empresas diante do crescimento da falta de mão-de-obra no setor pelo desinteresse dos jovens e antigos gráficos devido a falta de incentivos.

 É um fato concreto a migração da mão-de-obra gráfica para os outros ramos que vem se ajustando a novas realidades. “Os patrões precisam buscar uma solução. E esta passa por incentivos para os trabalhadores, com destaque pela concessão da cesta básica e pela implantação de pisos salariais por função”, diz o sindicalista Mauro, impressor da Brascolor (Abreu e Lima/PE) que participou do evento na UNI Global, no município de Jundiaí/SP.

Sem isso, praticam uma política suicida das suas próprias empresas e do setor porque os jovens não querem trabalhar em gráficas que não dão incentivo em comparação aos demais setores. E os antigos e experientes gráficos saem das gráficas para trabalharem em outro ramo e até a atuarem como uber. 

“Portanto, negar incentivo é uma política suicida. É o que estão fazendo os donos das gráficas no estado de Pernambuco, do Brasil e da América Latina, inclusive todos aqueles que já foram recomendados pelo Ministério Público do Trabalho em 2025 a implantarem a cesta básica durante a campanha salarial. Tem sido uma política suicida”, alerta Mauro.

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