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Aumenta a procura dos patrões por gráficos diante do desinteresse dos trabalhadores no setor

As gráficas do Brasil e dos demais países da América Latina têm tido maior dificuldade na busca de trabalhadores qualificados. Com as novas tecnologias e mudanças da estrutura e condições do trabalho, até a mao-de-obra jovem sem qualificação tem sido dificultosa. O desafio foi abordado pela UNI Sindicato Global, em evento realizado no Brasil, na cidade de Jundiaí/PE, com a presença do Sindgraf-PE, na última sexta e sábado (27). 

Em Pernambuco, por exemplo, os patrões e os RHs das empresas buscam por indicação de trabalhadores até através do Sindgraf. A novidade não é a busca, mas que a procura tem aumentado e também o desinteresse de profissionais em ocupar tal vaga disponível.

“Os jovens não têm se interessado e os profissionais mais velhos e experientes estão deixando o trabalho nas gráficas e buscado em outros ramos onde existem incentivos e flexibilidade”, diz o sindicalista Mauro, que é impressor da Brascolor (Abreu e Lima/PE) e participou do evento na UNI em São Paulo. 

Muitos preferem trabalhar até como Uber ao invés de ficarem em gráfica que não garante nem cesta básica – essa que é uma pauta de reivindicação antiga da categoria nas últimas campanhas salariais, inclusive ano passado contou com a recomendação do Ministério Público do Trabalho, mas foi rejeitada pelo patronal com o apoio de donos de gráficas.

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