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Gráficas seguem proibidas de pagar menos às mulheres. Multimarcas precisa comprovar

Quase 40% do setor gráfico pernambucano já é composto por trabalhadoras. Apesar do percentual crescente nesta categoria que já foi majoritariamente formada por homens, as profissionais sofrem os mesmos problemas diante de patrões sonegadores de leis, tanto que também têm deixado o setor, demitindo os patrões, como exemplo na FCal (Recife). 

Para piorar, há patrões com desigualdade em salários pelo fato de serem mulheres. Houve até quem fosse contra lei de Lula que busca por fim a esta diferença salarial pelo gênero no caso de quem atua na mesma função ou cargo na empresa. Felizmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de validar essa lei e o Sindgraf-PE continuará no combate de qualquer tipo de desigualdades e violências. 

O Sindgraf garante a luta. As trabalhadoras garantem o sindicato. Sindicalizem-se. Em Pernambuco, por exemplo, seja homem ou mulher, mesmo sem experiência no setor gráfico, não pode receber desigualmente. O piso salarial de ingresso é de R$ 1.951,85. 

Os salários maiores referentes a funções ou cargos superiores também precisam estar de acordo com a Lei de Igualdade Salarial do presidente Lula, com a constitucionalidade confirmada pelo STF, contrariando patrões. 

Graças a tal lei, por exemplo, a Multimarcas, que é a gráfica em Recife com maior número de trabalhadores e de trabalhadoras em todo a região do Norte/NE, precisará apresentar a cada semestre para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), relatórios de transparência, contendo salários e critérios de remuneração. O Sindgraf-PE acompanhará o desdobramento. 

Contudo, trabalhadora gráfica, se seu direito não estiver sendo respeitado pela empresa no estado, independentemente de qual seja, o Sindgraf-PE é o seu guardião e denuncie. O WhatsApp do sindicato é o 81-99955-2829. O sigilo está garantido. Mulheres gráficas: sejam fortes, sejam sócias. Sindicalizem-se!

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