América Latina – O Brasil e demais países da região têm enfrentado um fenômeno social com cenários perigosos para o setor gráfico e de embalagens, principalmente se o setor patronal insistir em fechar os olhos para a nova realidade. A evolução tecnológica e a oferta de trabalho com novas formulações e condições de trabalho têm disputado vagas e os jovens têm deixando de lado as gráficas. O desafio não é diferente em Pernambuco. O patronal no estado tem até piorado tal crise.
Donos de gráficas, inclusive das empresas com um número elevado de trabalhadores, têm resistido às inovações, inclusive lutam contra a redução da jornada de trabalho. São contra até a garantia da cesta básica mensal e outros incentivos para manter o interesse dos antigos e jovens em trabalhar no setor.
O tema foi abordado em evento da UNI Sindicato Global, realizado no Brasil, no município de Jundiaí/SP, na última sexta-feira (26) e sábado (27), com a participação do Sindgraf-PE. O sindicato pernambucano tem observado esta realidade desafiadora sobre mão-de-obra já há alguns anos e alertado ao patronal em campanhas salariais.
“Os patrões precisam mudar perfil atrasado e garantir ao menos cesta básica para evitar a saída de mais gráficos para outros setores e voltar a atrair o interesse do jovem”, diz o sindicalista Mauro, impressor da Brascolor (Abreu e Lima/PE) que participou do evento na UNI no estado de São Paulo.


