Embora o número de gráficos e empresas do setor em Pernambuco tem aumentado a cada ano do 3º governo Lula, com politica de emprego e de industrialização do país, caí a quantidade de jovens interessados em trabalhar nas gráficas por conta da evolução da escolaridade deles e da falta de incentivos no ramo para competir com outros segmentos com mais benefícios.
Dados recentes do Dieese, copilados pela economista Jaqueline Natal, repassados ao Sindgraf durante reunião preparatória da nova campanha salarial , mostra que só 16% de toda a categoria possuem de 18 a 24 anos (parcela esta que recebe o menor salário dentre as demais faixas etárias. Só recebem o piso salarial. E não é pior devido a Lei dos Gráficos que obriga as empresas a pagarem o piso normativo da categoria.
Mas apenas piso e mais nada além dos 60 direitos acima da CLT, garantidos pela Lei dos Gráficos, não tem sido competitivo em relação aos benefícios de outros ramos. Os patrões, apesar disso, resistem à inclusão da cesta básica para fretar o desinteresse e saída daqueles que já estão nas gráficas.
O desafio de manter os jovens nas gráficas deveriam preocupar os patrões, porque os com idades maiores querem se aposentar. Só ainda não estão por conta da reforma previdenciária que tem retardado o direito. Apesar disso, estão deixando o setor. Sem jovens, quem operará máquinas tão caras?
O número de jovem de 25 a 29 anos dentro das gráficas em Pernambuco tem reduzido também. São só 645 atualmente. Os de 18 a 24 anos totalizam apenas 714. E continua caindo. Com os trabalhadores mais velhos se aposentando ou saindo, e os jovens sem interesse no setor, os patrões precisam se atualizar e criar políticas de incentivo ao serão seus investimentos parados por falta de mão de obra para operar as máquinas.
Maior salário com redução de dias e horas de trabalho pode e deve ser uma opção e já está em pauta no Congresso Nacional a partir do fim da escala 6×1 com a redução da jornada de trabalho semanal para 40h sem diminuição salarial. O reajusta salarial com ganho real e mais uma cesta básica dentre outros novos direitos pode conter o desinteresse e evasão do gráfico do ramo. Gráfico: seja forte, seja sócio. Sindicalize!


