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Patrões dizem, em outras palavras, cesta básica só com luta ou gráfico fica sem nada

De forma espontânea, nenhum gráfica dará nada ao gráfico, muito menos cesta básica. Treze das maiores gráficas são contra e outras 21 nem sequer responderam a recomendação de implantação pelo Ministério Público do Trabalho. Já nas gráficas onde têm o direito alimentar é porque teve muita luta do trabalhador, liderada pelo Sindgraf, como na IGB/Embrasa, Indústria Renda e na Cepe. Na verdade, nada é dado, tudo é o fruto do próprio trabalho e da luta para a conquista do salário, direitos e condições de trabalho. O gráfico vai aceitar isso calado até quando? Trabalhador: sem luta pela cesta, sem nada. O Sindgraf garante a luta. Os gráficos garantem o sindicato. Sindicalize-se!

Se algum gráfico tem dúvida, vejo o exemplo atual disso que pode ser extraído diante do perfil e resposta dos donos das 34 maiores empresas do ramo de PE, no inquérito do Ministério Público do Trabalho (MPT) onde recomenda a implantação da cesta. 13 deles são contra, como a Multimarcas, Brascolor, Brasileira, Colorata, ArtFast, Elite, SpeedMais, MaxGráfica, Provisual, Multipack, Plasticor e a MXM. Essas gráficas avaliam que o emprego e salário já está bom. 

Além dessas empresas que pensam assim, há outras 21 empresas que não se deram ao trabalho nem de responder/ respeitar o MPT. Quem dirá os seus trabalhadores. São elas: Gilda de Morais, Edições Bagaço; Ediniz Mercantil, FacForm, Liceu/imprima; Única, Canâa, Unipauta, WDT, Bureau de Imagem, GTF Gráfica, Copiadora Nacional. E ainda as gráficas do interior (Pontual-Caruaru, Arte Final-Serra Talhada e Franciscana-Petrolina).

Estas empresas deixaram o MPT no silêncio sobre a questão social do trabalho (direito à alimentação do gráfico). E fizeram isso mesmo diante do inquérito do MPT, sob a responsabilidade da mesma procuradora federal que tratou do caso da cesta básica dos motoristas de ônibus no passado. Até hoje os rodoviários recebem. O desprezo dos donos dessas gráficas com os trabalhadores é total. Gráfico: sem luta, ficará sem nada!

Não é só os motoristas que já recebem cesta básica dos seus patrões após muita luta não. Os cortadores de cana do estado também recebem. E os serventes de prédio no valor de R$ 425. Já os patrões gráficos são contra os seus trabalhadores receberem também, mesmo o valor proposta sendo bem menor. O gráfico vai aceitar isso calado até quando? Trabalhador: sem luta pela cesta, sem nada. O Sindgraf garante a luta. Os gráficos garantem o sindicato. Sindicalize-se!

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