Apesar do aumento da produção e do faturamento extra das gráficas em até 30%, com impressão de propaganda eleitoral neste período, os gráficos já contratados são quem acabam com mais serviços para dar conta deste aumento considerável sem que haja a inclusão de nenhum novo benefício.
Na última eleição, por exemplo, o levantamento da Associação Brasileira da Indústria Gráfica mostra que quase nenhum novo emprego foi criado para atender o acréscimo de até 30% da impressão neste período durante as duas últimas eleições. Pelo estudo da Abigraf, em 83,3% dessas gráficas, só aumentou a carga de trabalho.
Além disso, estes patrões ainda tentam negar até horas-extras ao não informá-las no contracheque dos trabalhadores, contrariando a Lei do Gráfico de Pernambuco (CCT). Segundo ela, as empresas devem pagar a extra na ordem de 65% quando realizadas durante os dias de semana, e de 100% em sábados compensados, domingos e feriados.
Por sinal, a campanha salarial dos gráficos está se aproximando. A data-base da categoria é no dia 1º de outubro. Portanto, será uma oportunidade dos patrões começarem a dividir parte do lucro extra com as eleições. Para isso, além reajustar os salários com ganho real (acima da inflação) e reduzir a jornada de trabalho para 40h, deve-se, também, inserir a cesta básica mensal na CCT. Gráfico: seja forte, seja sócio. Sindicalize-se!


