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Gráficas dizem ao MPT que já dão emprego e está bom demais. Para que ter cesta básica?

Cortador de cana tem direito à cesta básica. Zelador de condomínio e motorista também. Os patrões dessas categorias garantem todo mês o direito alimentar de seus empregados. Por que os donos de gráficas se negam? Eles recusam mesmo após a recomendação feita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). E não são as micro/pequenas, mas as maiores gráficas de Pernambuco que são contrárias à cesta do trabalhador, como a Multimarcas. Mas também a Brascolor/Brasileira, Colorata, ArtFast, Elite, SpeedMais/MaxGráfica, Provisual, Multipack, Plasticor, MXM e mais 23 empresas listadas no inquérito do MPT. 

No conteúdo das respostas das gráficas ao MPT, elas entendem que, em outras palavras e de forma prática, o emprego já está bom demais para o gráfico. Para que então mais cesta básica (direito social à alimentação)?

Será que as maiores gráficas estarão mesmo passando as mesmas dificuldades das micro empresas? A Multimarcas, por exemplo, não só é a maior gráfica do estado em número de trabalhadores, mas lidera no Norte-NE. São mais de 400 gráficos. E a Brascolor ampliou até o parque fabril mesmo na Covid e depois. Comprou máquinas e pode até chegar novas. Mas disseram ao MPT que a Covid continua prejudicando e assim para que cesta básica? 

O Sindgraf-PE repudia a postura arcaica dos donos das maiores gráficas de Pernambuco para tratar dessa questão social do trabalho. E lembra que zelador de prédio recebe cesta no valor de R$ 425, mesmo sem ter que fabricar nada. O canavieiro também recebe, mesmo sem ter formação técnica. Por que não o gráfico que produz e é técnico? Porque o patrão gráfico acha que só o salário já está bom. Até quando os trabalhadores aceitarão isso em silêncio. Gráficos: Sem luta, sem nada! O Sindgraf-PE garante a luta. Os gráficos garantem o sindicato. Sindicalize-se!

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