O Sindgraf-PE lotou nas comemorações do Dia dos Gráficos no último sábado (7). Antes dos festejos, ainda houve palestra técnica e política sobre a aposentadoria especial da categoria e as mudanças noviças nesta lei, o que têm causado um grande mal para quem não havia se aposentado até 12 de novembro de 2019 – um dia antes de entrar em vigor a Reforma Previdenciária, feita por Bolsonaro para acabar na prática com o direito, mesmo estando na lei. O ex-presidente do Sindgraf, Iraquitan da Silva, e profundo conhecedor da lei e suas alterações, conduziu este debate. Gráfico: seja forte, seja sócio. Sindicalize-se!
De 1964 até 1995, bastava ser gráfico que já tinha o direito à aposentadoria especial pelo fato de trabalhar exposto a agentes químicos ou ao barulho excessivo, prejudicial à saúde. Todo gráfico conseguia se aposentar após 25 anos de trabalho no ramo. Mas tudo mudou para pior com as mudanças na lei da Previdência de 1995 até a destruição total (na prática) com a lei criada por Bolsonaro.
O gráfico Marcelo da IGB, por exemplo, tinha 24 anos como profissional do ramo quando entrou em vigor essa lei de Bolsonaro contra o direito da aposentadoria especial. Com isso, ao invés de só mais um ano de trabalho para se aposentar, já trabalhou mais 5 anos depois e ainda terá de trabalho mais de 5 anos. E ainda assim receberá aposentadoria com valor abaixo, mesmo trabalhando mais.
O fato é que a lei da aposentadoria especial até existe no papel, mas na prática está longe do que já foi. E tudo isso porque o trabalhador votou em políticos que apoiaram Bolsonaro e patrões para retirarem a aposentadoria especial e mais de 100 direitos trabalhistas da CLT. Lembre-se: trabalhador vota em trabalhador, pois voto não tem preço, mas tem consequência. O Sindgraf-PE garante a luta. Os gráficos garantem o sindicato. Sindicalizem-se!


