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Crescem denúncias e processos contra os assédios. Sindgraf-PE auxilia trabalhadoras

O lugar da mulher é onde ela quiser. Na área da indústria gráfica isso não só se aplica como tem crescido o percentual feminino na categoria a cada ano. Em Pernambuco, já há empresas onde elas são maioria. No geral, representam algo em torno de 35% a 40% da categoria no estado. Mas também cresce infelizmente os casos de assédios e outras formas violentas contra as mulheres. Menos mal é que também tem aumentado o número de mulheres que não mais se calam diante desses crimes em busca de combatê-los e punirem quem os comete. As denúncias de assédio sexual no Ministério Público do Trabalho (MPT) aumentaram em 16,8% em todo o país no ano passado. E também as ações pelo mesmo motivo na Justiça do Trabalho. Subiram em 35%. O advento da Lei 14.457 em 2022 pode até ter contribuído no crescimento, não se sabe, mas a nova lei inseriu para dentro da CIPA regras de combate ao assédio moral no trabalho e medidas para prevenir o assédio sexual e outras formas de violências. Denunciem!

O Sindgraf-PE estimula e recebe denúncias e orienta as trabalhadoras gráficas que não se calem diante dos abusos, independente de quem os praticam. Nesta semana, por sinal, poucos dias depois do Dia Internacional das Mulheres, a advogada do Sindgraf-PE, Gizene Pessoa, profissional e experiente na defesa da categoria, atendeu no sindicato uma mulher vítima de violência doméstica. Houve total assistência, mas não somente jurídica, como também no encaminhamento para órgãos de referência para estes casos. “Estamos à disposição de todas mulheres que precisarem de nossa ajuda”, destaca. 

O Sindgraf-PE, inclusive, possui dirigentes femininas. São elas: Jheynifer da Gráfica Fasa e Elaine da Multimarcas, ambas no Recife. No caso de denúncias de assédios, elas orientam as trabalhadoras a reunirem provas e as procurarem ou a advogada do sindicato. Dentre as provas necessárias, é crucial mensagens escritas (e-mails, mensagens de texto, whats) que demonstrem o comportamento inadequado. Podem ser gravações de áudio ou vídeo, desde que a vítima faça parte do diálogo. E/ou também testemunhas que possam confirmar a conduta do assediador. E/ou ainda o registro detalhado dos episódios (data, hora, local, contexto e impacto). E/ou laudos médicos ou psicológicos, caso haja consequências emocionais ou físicas. 

Um estudo recente sobre casos de assédio entre os anos de 2020 e 2024 revelou que a Justiça do Trabalho recebeu 33.050 novos casos com os pleitos de dano moral oriundos de assédio sexual, sendo que entre 2023 e 2024 o número de casos passou de 6.637 para 8.612. E, neste ano, o MPT já recebeu mais 240 denúncias e realizou 25 termos de ajustes de conduta. Logo, é notório que os crimes dos assédios continuam e em larga escala, mas também tem crescido o fim do silêncio das mulheres contra estes casos. Portanto, caso tenham sido vítimas também, todas trabalhadoras gráficas de Pernambuco podem e devem contar com o seu Sindgraf caso necessitem da escuta e da contribuição jurídica da Dra Gizene Pessoa.  Mulheres gráficas: sejam sócias, sejam fortes. Sindicalizem-se!

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