Iniciou, positivamente, a 3ª fase do trabalho do Sindgraf-PE, com o apoio do Ministério do Trabalho (MTE), para fazer com que toda empresa no estado que imprime (e/ou pré-impressão e acabamento gráfico) respeite a sua atividade econômica contida no próprio CNPJ empresarial através do cumprimento da Lei dos Gráficos – CCT (60 direitos dos trabalhadores da categoria acima da CLT).
Esta fase consiste na resolução das falhas da empresa, a exemplo do que se iniciou na AF Print, que, depois de ser convocada pelo MTE a pedido sindical, já reconheceu os trabalhadores gráficos e os direitos sindicais e trabalhistas dessa categoria, reajustando logo de início o salário dos 19 gráficos nas três unidades da empresa. Subiu de imediato para R$ 1.951,83, que é o piso de ingresso. Tudo foi demonstrado com comprovantes na reunião no MTE na última segunda-feira (23). O Sindgraf-PE garante a luta. Os gráficos garantem o sindicato. Sindicalizem-se!
A 1ª fase é a fiscalização sindical na empresa definida como gráfica conforme o CNPJ dela. A lista de empresa foi fornecida ao sindicato pela Junta Comercial de Pernambuco. São quase 600 em todo o Estado. A 2ª fase em busca da regulamentação tem o apoio do MTE. O Sindgraf solicita que o órgão federal convoque tais empresas com as pendências localizadas na fiscalização sindical, a fim de que participem de mediação para resolução. A segunda etapa iniciou semana passada. A AF Print e mais outras 16 foram convocadas.
Antes mesmo da ida ao MTE, a AF Print falou com o sindicato. Reconheceu o Sindgraf-PE como representante de trabalhadores, isto verificado pela quitação da taxa assistencial. Foi então observado que além da unidade no centro do Recife, a empresa tem loja noutros bairros, em Boa Viagem e na Imbiribeira. Com isso, os 19 gráficos foram valorizados.
O Sindgraf aproveitou para alertar que é pela atividade econômica da empresa que define se tratar de uma indústria gráfica. E não pelo produto para quem a empresa fornece ou comercializa. Portanto, precisa cumprir a Lei dos Gráficos, a começar pelo pagamento do piso salarial de ingresso dos trabalhadores. Desde outubro, está no valor de R$ 1.951,83. Gráfico: seja forte, seja sócio. Sindicalize-se!


