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Material gráfico segue priorizado nas eleições. Patrão lucro até 30% a mais

Este será mais um ano eleitoral. O gráfico precisa ter consciência e votar só naquele que defende o fim da jornada 6×1 e outras pautas em favor dos trabalhadores. Neste período, inclusive, eleva-se a produção e o faturamento das gráficas, não como antes por conta do digital, nas segue ampliado. 

 A produção de adesivos, cartazes, folhetos e os santinhos seguem sendo carro-chefe das campanhas. Nas duas últimas eleições, por exemplo, estudos da Associação da Indústria Grafica (Abigraf) revelam que mais de 30% das empresas do setor no Brasil seguem apostando alto neste segmento, tendo lucro extra de 20% a 30% . 

Em Pernambuco, por sinal, neste mesmo período, os gráficos estão em campanha salarial. Apesar da maior carga de trabalho por conta das eleições, os patrões resistem em dividir parte do lucro extra. Não por acaso, a categoria segue lutando pela cesta básica e por outros diretos em todos anos.

O Sindgraf-PE aproveita esse estudo do próprio setor patrinal, onde desmistifica a crença de que o digital já acabou com o impresso. O material gráfico continua sendo a principal propaganda utilizada por políticos. Mais de 30% das gráficas do país seguem apostando nisso.. Os trabalhadores precisam ter consciência e lutarem por uma parte desse lucro através de salário maior e por mais direitos, como uma cesta básica. 

O Sindgraf-PE, não por acaso, se reuniu, na última semana, com a economista do Dieese, Jaqueline Natal, para calcular os indicadores da economia e da produção industrial, considerando a questão atípica das eleições também, para a montagem da proposta de pauta de reivindicação salarial da categoria junto ao setor patronal. A data-base dos gráficos é 1º de outubro. 
Gráfico: a luta faz a lei. Seja forte, seja sócio.

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