A evazão de profissionais gráficos para outras atividades onde o patronal e as empresas reconhecem que é urgente e garantem PL e cesta básica como uma forma de atrativo para a manutenção do interesse dos trabalhadores em tal setor, sobretudo no período atual de pleno emprego no Brasil, foi destacado pelos gráficos durante a assembleia da categoria no Sindgraf-PE, realizada na última quinta-feira (16). Na ocasião, apesar de aprovarem a conquista do aumento salarial com ganho real (acima da inflação anual), criticaram o setor patronal pela falta de sensibilidade com a pauta da cesta básica e chamaram a atenção das empresas para a necessidade da inclusão deste direito alimentar a fim de diminuir a evasão dos gráficos no setor.
O último reajuste dos gráficos foi em outubro de 2024 (mês da data-base da categoria). A perda com a inflação nos últimos 12 meses foi de 5,1%. E o reajuste salarial será de 6% já a partir deste mês, conforme o aprovado durante a assembleia. Dessa forma, o piso salarial de ingresso na categoria sobe de R$
1.841,37 para R$ 1.951,85. Da mesma forma, também aumenta 6% para todas as faixas salariais dos trabalhadores, inclusive o piso de impressor offset de quatro cores ou mais que passa para R$ 3.176,62.
Também foi conquistado e aprovado pelos gráficos a manutenção por mais um ano de todos os 60 direitos da Lei dos Gráficos de Pernambuco (CCT), como o pagamento da hora-extra de 65% (dias de semana) e 100% (domingo, feriado e sábados compensados). Gráfico: com luta tem ganho. Sindicalize-se!
A campanha salarial termina com o patronal, mas segue a urgência da inclusão da cesta básica pelas empresas. Dias antes da assembleia com a categoria, inclusive, o Sindgraf se reuniu com o dono da MXM (Olinda), empresa que cresce muito nestes 30 anos de existência, e o lembrou que mesmo ele tendo clientes e investindo mais em máquinas e na matéria-prima, faltarão trabalhadores diante da evazão crescente, justamente pela falta de cesta básica e PL. Esta mesma conversa foi realizada com a dona da SpeedMais e continuará em outras gráficas, como na Multimarcas, Brascolor.
“A culpa da saída dos gráficos para outras empresas recai apenas sobre o patrão, que, independentemente da decisão do patronal cujo é formado por donos de gráficas com poucos ou nenhum profissional em suas empresas, segue explorando os empregados de forma insana e insustentável. O patrão vai perder se continuar assim”, disse Iraquitan da Silva, assessor do Sindgraf, durante a assembleia.
Deste modo, em defesa também do setor gráfico, os trabalhadores chama a atenção dos empresários da categoria. Portanto, é preciso valorizar o gráfico e frear a evazão através da inclusão de PL, cesta básica, etc.
Por outro lado, cabe aos trabalhadores mais jovens no setor, entenderem também o seu papel na correlação de força em defesa de sua pauta de reivindicação. Precisam se unir aos profissionais mais antigos e ao sindicato e participarem na pressão sobre os patrões. Afinal, o Sindgraf são os próprios gráficos. Só assim, como no passado, pressionando os patrões a garantir os direitos acima da lei, que se conquistou a CCT com 60 direitos superiores. Gráfico: seja forte, seja sócio!



