Na última semana, dias após o pouco caso dos donos das maiores gráficas de Pernambuco com a recomendação do Ministério Público do Trabalho (MPT) para implantar uma cesta básica para os trabalhadores, o Sindgraf-PE, que vinha apostando no diálogo, acreditando que a parcela mais rica do setor empresarial gráfico se sensibilizaria frente à necessidade alimentar dos empregados, mudou de tom e iniciou a mobilização dos gráficos na frente dessas empresas onde os patrões dizem que o emprego está bom demais para categoria.
O sindicato partiu para o contato direto com os gráficos nos locais de trabalho para saber do que estão dispostos para receberam uma cesta básica, como já fizerem os gráficos da IGB/Embrasa, Cepe e Renda, empresas onde foi preciso haver unidade e organização dos empregados junto ao sindicato e paralisação do trabalho para o patrão implantar a cesta. Com luta, com cesta. Sem luta, sem nada! O Sindgraf-PE garante a luta. Os gráficos garantem o Sindicato. Sindicalizem e lutem!
A escuta dos trabalhadores começou pela gráfica Ediniz em Camaragibe. Nada mais simbólico do que iniciar por lá. A empresa sequer pagava o piso salarial aos gráficos no passado. Foi necessário mobilizar todos os trabalhadores para se pagar o piso salarial. A Ediniz, no entanto, voltou a testar a força de luta dos gráficos. Sequer respondeu ao MPT sobre a recomendação da cesta básica. O Sindgraf foi então saber dos gráficos o que acham disso e quando iniciam paralizações.
Paralisação não está descartada. Se não for organizado e com luta, não consegue nada. Veja na Renda, com quase todos associados, a luta dos gráficos garantiu vale-alimentação e ainda refeição na empresa, além da jornada de 40h, PLR e plano de saúde. O depoimento está sendo repassado pelo próprio gráfico da Renda, Josival Alves, que está indo com os demais sindicalistas nas empresas, como verificado na conversa com os trabalhadores da Provisual e Multipack, gráficas no Recife que também se negaram a dar a cesta por meio do diálogo sindical mediado pelo MPT.
Os trabalhadores da ArtFast também foram consultados sobre a necessidade e urgência das paralisações do trabalho para convencer os patrões de que podem e devem implantar a cesta básica e garantir o direito alimentar, como já fazem os patrões dos canavieiros, dos motoristas e dos serventes de prédios.
Além da Ediniz, Provisual, Multipack e da ArtFast, todas as outras dezenas de grandes gráficas negaram a recomendação do MPT para a implementação da cesta através do diálogo sindical sem a necessidade de greve. São elas: Multimarcas, Gilda de Morais, Edições Bagaço; Brascolor, Elite, FacForm, Liceu/imprima; MXM, Plasticor, Speedmais, Única, Canâa, Unipauta, WDT, Bureau de Imagem, GTF Gráfica, Copiadora Nacional e Colorata. E as gráficas (Pontual-Caruaru, Arte Final-Serra Talhada e Franciscana-Petrolina). Gráfico: seja forte, seja sócio. Sindicalize-se!



